Frei José Nunes abordou o diálogo inter-religioso na edição de 2026 do Curso de Missiologia

O diálogo inter-religioso esteve em análise no Curso de Missiologia. “Eu não faço diálogo inter-religioso para convencer os budistas a tornarem-se cristãos e vice-versa. Não é para isso o diálogo inter-religioso. Não é para a gente trocar de religião. É para a gente exercer fraternidade e aprendermos uns com os outros”, disse o teólogo frei José Nunes aos formandos deste curso que chega ao fim este sábado, 29 de agosto, em Fátima.

“Nós dialogamos com o sentido de estarmos abertos a mais verdade”, acrescentou o frade dominicano, que deixou um alerta. “Quando não conhecemos os demais, a ignorância é do pior que existe – ou do melhor que existe para os fundamentalismos, para ganhar medos e receios. Com o não conhecimento do outro, começamos a inventar, a imaginar coisas horríveis. Além disso, não conhecer as outras religiões, também é um empobrecimento, porque elas têm coisas lindíssimas”, realçou.

O sacerdote dominicano referiu que é a “falta de abertura que conduz a posições defensivas e agressivas”. “Quando nós não temos abertura de espírito, jogamos na defensiva e tornamo-nos agressivos”, referiu, adiantando que “fazer guerra em nome de Deus é blasfémia”. “Religião e violência não casam”, afirmou. O religioso sublinhou que a própria Doutrina da Igreja mostra que os “cristãos têm muito a aprender com os crentes das outras religiões”. O Curso de Missiologia tem como propósito formar missionários e, consequentemente, a missão. Este ano, a formação decorreu com o tema “Um em Cristo unidos da missão”.

 

 

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