Borgo Laudato Si'. Foto @ Laudatosi.va

O Prémio Nobel da Paz Muhammad Yunus, fundador do microcrédito, o ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos, a jornalista américo-filipina Maria Ressa, Prémio Nobel da Paz de 2021 pela sua atividade em defesa da liberdade de Imprensa, e representantes de empresas como a Anthropic, a OpenAI e a Google DeepMind, são alguns dos oradores no encontro que junta mais de 200 personalidades no Borgo Laudato si’ — situado nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo – de 14 a 16 de julho.

Espera-se que no final dos trabalhos, que se desenvolverão como resposta às questões e propostas da encíclica Magnifica Humanitas, seja assinada a Declaração de Roma por uma Paz Desarmada e que Desarma na Era da IA.

Todos os temas que presidem a esta Assembleia Global de Laureados com o Nobel giram em torno da inteligência artificial e da guerra nuclear. O cardeal Silvano Maria Tomasi, núncio apostólico e presidente da Fundação Domus Communis, — organização que promove a iniciativa em parceria com a Assembleia de Laureados com o Nobel para a Prevenção da Guerra Nuclear e o Yunus Center – proferirá a conferência inicial. O diretor-geral do Centro de Ensino Superior Laudato si’, cardeal Fabio Baggio, intervirá também na sessão de boas-vindas.

Delegações de 30 universidades, incluindo Harvard, Stanford e Oxford, participam nas sessões que no dia 16 de julho se transferem para o Campidoglio, onde o Cardeal Baldassarre Reina, Vigário-Geral do Papa para a Diocese de Roma, discursará aos presentes.

Já no tempo do Papa Francisco vários foram os encontros e assembleias que reuniram em Roma Prémios Nobel e outras personalidades de renome mundial para refletir sobre a guerra e a paz. Recorde-se que, em maio de 2024, a Fundação Fratelli Tutti convocou para Roma figuras de destaque e cidadãos de todo o mundo comprometidos na busca de alternativas à guerra e à pobreza, para debater a necessidade da paz à luz do princípio da fraternidade.

Na declaração feita na mesa-redonda final de Prémios Nobel, a diretora executiva da Campanha Internacional para Abolir as Armas Nucleares, Melissa Parke, sublinhou que “nunca foi tão urgente ou importante” que a comunidade internacional apoie o “novo Tratado da ONU sobre a Proibição de Armas Nucleares”, pois este é “o único tratado que reconhece e aborda as consequências humanitárias e ambientais das armas nucleares, além de oferecer um caminho verificável para a sua eliminação”. Melissa Parke terminou enfatizando: “a humanidade está diante de uma decisão crucial: seguir o caminho do aumento do confronto, da militarização e da proliferação, ou optar pelo diálogo, pela diplomacia e pelo desarmamento.”

Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

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