Perante a ocorrência de fogos de grandes dimensões em diversas partes do globo, o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) afirma que é “cada vez mais evidente que os incêndios deste ano não estão na mesma escala dos anos anteriores”, e que são antes parte de “fenómenos extremos que são cada vez mais observados como consequência das alterações climáticas” induzidas pelos seres humanos, que estão a acelerar e a mudar “radicalmente” a ‘Casa comum’ que é o planeta.

O Conselho Mundial de Igrejas é uma organização ecuménica a nível internacional que reúne mais de 340 igrejas e denominações cristãs em mais de 120 países. A situação de alarme vivida em vários países devido às chamas levou Ioan Sauca, secretário-geral interino do CMI, a enviar mensagens de solidariedade para líderes religiosos na Rússia, Grécia, Albânia e Estados Unidos da América, onde grandes incêndios têm devastado territórios, provocando vítimas e feridos.

“Enquanto milhares de pessoas lutam para enfrentar o trauma e a devastação causados pelas chamas, desejo expressar a nossa solidariedade a todos aqueles que sofreram a perda de vidas e meios de subsistência”, refere o responsável na missiva, que demonstra também o seu apreço pelos países que se “estão a mobilizar e a unir forças para salvar aqueles que sofrem de um desastre natural como este”. Ioan Sauca refere ainda estar “grato aos profissionais e voluntários que estão a participar nas operações de resgate enfrentando risco de vida”.

“Em tempos de crise e dor, há uma necessidade ainda maior de abrigo, de alimento e nutrição, e as Igrejas estão lá para oferecer conforto e conselho, hospitalidade e esperança, força e solidariedade”, refere o responsável, dando conta da sua oração por “todas as comunidades devastadas pelos incêndios e pelas pessoas que não estão seguras do seu futuro, sem saber se perderam tudo”.

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