O cardeal-patriarca de Lisboa realçou o papel dos jovens na resposta às “necessidades dos outros”, este domingo, 22 de novembro, no final da celebração da passagem dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), na Basílica de São Pedro, no Vaticano, presidida pelo Papa Francisco.

“Foi muito bonito que o Papa, na homilia, tenha pegado nas obras de misericórdia para dizer aos jovens – aos que cá estavam e aos de todo o mundo, que também seguiram – que são o melhor ideal possível, as obras de misericórdia concretizadas na vida”, referiu Manuel Clemente, em declarações à agência Ecclesia.

A próxima edição da JMJ realiza-se no verão de 2023 em Lisboa, uma escolha que o cardeal considera ter sido possível devido ao trabalho desenvolvido pelos jovens católicos, sobretudo universitários que “têm feito muitas realizações a propósito da misericórdia, da caridade, aproximando-se das pessoas, de terras, vilas e aldeias, na Missão País e outras missões”. Neste âmbito, Manuel Clemente destacou o papel dos jovens que estão “a colaborar nos lares onde há falta de pessoal por causa da pandemia”, sublinhando o “caudal de misericórdia, que é a melhor garantia de futuro”.

A passagem do testemunho do Panamá para Portugal estava prevista para abril, mas foi adiada para novembro por causa da pandemia. Com esta alteração, o Papa anunciou também que, a partir do próximo ano, a celebração diocesana da JMJ do domingo de Ramos para para o domingo de Cristo Rei. “No centro, continua a estar o mistério de Jesus Cristo Redentor do homem, como sempre destacou São João Paulo II, iniciador e patrono da JMJ”, referiu o Santo Padre.

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