Moçambique deslocados
Foto: Helpo

O drama vivido pelos deslocados internos no norte de Moçambique é retratado por Carlos Almeida, coordenador da Helpo em Moçambique, uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa, que se encontra presente naquele país africano, com o propósito de prestar apoio às comunidades mais desfavorecidas.

“São 16.102 pessoas desesperadas, em fuga aos conflitos armados no norte de Moçambique, que chegam às comunidades apoiadas pela Helpo, em Cabo Delgado e Nampula, e que precisam da nossa ajuda”, disse Carlos Almeida, em declarações à RDP África.

O responsável traça um retrato das necessidades no terreno. “Mais de 16 mil homens, mulheres, muitas delas grávidas, crianças e bebés, que deixam tudo para trás para escapar à morte iminente, que precisam dos bens e cuidados mais básicos para sobreviver, e que a Helpo começou a providenciar”, referiu o membro da ONGD.

Carlos Almeida destaca que as vítimas dos ataques no norte de Moçambique estão dominadas pelo medo, mas que têm esperança numa ajuda, e que por isso, todos os apoios concedidos à organização se revelam essenciais. São “dezenas de milhares de deslocados que chegaram às já pobres comunidades de Silva Macua, Mahera, Impire, Ngoma, Mièze (Cabo Delgado) e Namialo (Nampula), onde a Helpo intervém desde 2009, com nada mais do que medo e a esperança de uma ajuda urgente”, disse o responsável, apelando a apoios para esta população, e manifestando o seu agradecimento a todos os que apoiam este povo.

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