fome e seca
Foto: EPA / Alexander Joe

As condições atmosféricas pouco favoráveis à prática agrícola e a consequente destruição parcial de muitas culturas estão a deixar em risco de fome cerca de 7.000 pessoas na zona de Tambara, no norte da província moçambicana de Manica. Dos 37 mil hectares de área semeada, sobretudo com milho e feijão, perto de 500 foram severamente afetados.

“Estamos a passar mal. As culturas da primeira época foram destruídas por causa das águas dos rios. Nós cultivámos nas baixas dos rios, por causa da humidade, porque nas zonas altas não há boa produção”, testemunhou Anita Gopane Sabão à agência DW África, num misto de desalento e de pedido de apoio alimentar às entidades governamentais ou humanitárias.

Segundo Fernando Kingston, diretor dos Serviços Distritais de Atividades Económicas (SDAE) de Tambara, a chuva irregular afetou severamente as culturas de milho e feijão-nhemba e a comunidade pode ver-se confrontada com uma situação de fome durante os próximos quatro meses.

Para tentar minimizar o sofrimento da população, as autoridades locais estão já a trabalhar em conjunto com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), no sentido de adquirirem 40 toneladas de sementes diversas, com destaque para o milho, hortícolas diversas e o feijão vulgar.

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