A Organização Internacional para as Migrações (OIM) está a promover um estudo sobre a situação dos indígenas venezuelanos que estão espalhados por mais de 40 municípios brasileiros. A ideia é perceber de que forma estão a viver, quais as dificuldades que enfrentam e as razões que os levaram a deixar o seu país.

Desde que se iniciou o fluxo de refugiados por causa da crise na Venezuela, em 2016, estima-se que cerca de 5.000 indígenas tenham procurado refúgio no Brasil. A maioria pertence ao grupo étnico Warao. Com esta pesquisa, a OIM pretende ficar a conhecer as razões que os levou a migrar, quais as necessidades que enfrentam no acesso a serviços como assistência social, habitação, saúde, meios de subsistência e educação.

A expectativa é que os dados ajudem a “formular e implementar políticas públicas para promover e proteger essa população”, através da definição de um perfil populacional com características étnicas e culturais de diferentes grupos indígenas que migraram para o Brasil nos últimos anos, explicou a porta-voz da OIM Brasil, Julianna Hack.

Por outro lado, segundo o secretário nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania, Miguel Ângelo Oliveira, a pesquisa permitirá que “todos os envolvidos na resposta humanitária expandam seus conhecimentos sobre a presença dos povos indígenas da Venezuela”. Participam na recolha da informação os ministérios da Cidadania, da Mulher, Família e Direitos Humanos, além da Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

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