Sem hospital na cidade, os habitantes de Chaves, na ilha do Marajó, no Brasil, têm enfrentado grandes dificuldades com a entrada do coronavírus no arquipélago, e encontrado no grupo de missionárias da comunidade Shalom o seu porto de abrigo, para ultrapassar o impacto da pandemia.

Além de prestarem assistência aos mais carenciados, as missionárias têm promovido grupos de oração através da internet, e criaram uma equipa de aconselhamento que pode ser contactada por telefone, para ajudar a combater o isolamento – a cidade mais próxima fica a oito horas de barco, em frágeis embarcações de madeira.

Segundo Dilma dos Santos, responsável pela missão, muitas famílias vivem apenas da pesca, do cultivo do açaí, ou do trabalho informal e a pandemia do coronavírus veio acentuar a enorme precariedade da vida na ilha. A maioria das pessoas apresenta ainda elevados índices de analfabetismo, e é neste ambiente carregado de incerteza e de dificuldades que a comunidade Shalom procura manter viva também a evangelização das populações.

Em declarações aos serviços de comunicação da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), a responsável agradece a generosidade dos benfeitores da organização dependente da Santa Sé, através das ajudas que se têm revelado essenciais para a vida diária da missão e para que todos “os que mais precisem” continuem a ser apoiados nestes tempos complexos marcados pela pandemia do coronavírus.

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