A arquidiocese de St. Louis, no Missouri (EUA), intentou uma ação contra o Governo federal por ver os seus padres impedidos de distribuir a comunhão e ouvir em confissão os detidos pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, no acrónimo em inglês) internados no Centro de Detenção do Condado de Ste. Genevieve. De acordo com a arquidiocese, — o centro prossegue uma “política de não contacto” que tem impedido encontros presenciais entre padres e detentos, impossibilitando o clero de ministrar os sacramentos aos detidos.
A ação foi entregue ao tribunal no dia 5 de outubro e a arquidiocese divulgou um comunicado em que afirma “apoiar firmemente o direito de todos os católicos, e dos padres que os servem, de praticar sua fé católica”. Os padres estão também impedidos de celebrar a missa o que leva o arcebispo a escrever: “a privação desses sacramentos causa danos reais e imediatos aos detidos católicos e aos padres.”
O Departamento de Segurança Interna (DHS) negou as alegações num comunicado divulgado no dia 6 de outubro em que afirmava garantir que todos “os detidos têm acesso a serviços religiosos, incluindo a presença de padres católicos e a administração dos sacramentos da eucaristia e da penitência, conforme solicitado.”
Contudo, revela o jornal católico Angelus News, na ação judicial, que citava autoridades locais e federais — incluindo o secretário do DHS, Markwayne Mullin —, a arquidiocese sublinhava que: “Os nossos padres católicos visitam regularmente e administram os sacramentos a detidos noutras cadeias, mas não conseguem fazê-lo no Centro de Detenção de Ste. Genevieve.”
O mesmo jornal recolheu o testemunho de Kevin Appleby, investigador de políticas e comunicação do Center for Migration Studies de Nova York e ex-diretor de políticas de migração da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA: “Creio que, independentemente da posição de cada um sobre a questão da imigração em geral, uma pessoa sensata concordaria que imigrantes detidos devem ter a possibilidade de praticar a sua fé e, na tradição católica, ter acesso aos sacramentos. Trata-se de uma liberdade fundamental consagrada na nossa Constituição, à qual todas as pessoas têm direito”.
“Os imigrantes que estão detidos – continuou Appleby – e enfrentam a deportação são os que mais necessitam de apoio pastoral e da afirmação de sua dignidade humana e valor, concedidos por Deus. Negar-lhes isso é, ao mesmo tempo, desnecessário e uma violação dos direitos humanos. A falha em garantir acesso pastoral aos imigrantes detidos é um problema crescente em todo o país.”
Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.








