Missionários com família de acolhimento e com Luís Manuel, pároco de Proença-a-Nova

Oito missionárias e dois missionários, naturais de países como Portugal, Quénia, Indonésia, Timor-Leste e Moçambique, mas atualmente residentes em território português, dinamizaram uma Semana Missionária em Proença-a-Nova, entre os passados dias 4 e 10 de maio.

A iniciativa incluiu visitas a lares, a centros de dia e a doentes, onde foi possível “identificar algumas realidades marcadas pela solidão, pela ausência familiar e pela necessidade de maior acompanhamento afetivo e emocional”, conforme descreveu Catarina Abrão, num documento enviado à FÁTIMA MISSIONÁRIA, acrescentando que os idosos e doentes “acolheram os missionários com carinho e emoção”. As visitas foram também uma ocasião para reconhecer o trabalho dos profissionais, colaboradores e cuidadores, que “diariamente acompanham as pessoas mais vulneráveis”, acrescentou a religiosa natural de Moçambique.

Durante a Semana Missionária, os religiosos pernoitaram em casas de agregados familiares, no seminário e na comunidade das Irmãs Franciscanas do Bom Pastor, o que “facilitou o contacto diário com as famílias, instituições e comunidades”. Estiveram igualmente em contacto com famílias de acolhimento que “recebem bebés, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e risco”. A irmã Catarina sublinha que estas famílias “desenvolvem uma missão de grande generosidade e responsabilidade social, oferecendo proteção, estabilidade emocional, carinho e ambiente familiar a crianças e jovens que atravessam situações particularmente difíceis”.

Junto destas famílias, os missionários encontraram realidades humanas marcadas por sentimentos diversos: a “alegria de encontrar um novo lar e sentir-se acolhido” e, simultaneamente, a “tristeza provocada pela separação da família de origem”. Este contacto permitiu-lhes “reconhecer o valor humano e social das famílias de acolhimento, bem como a importância do amor, da escuta e da presença no crescimento das crianças e jovens”.

A presença missionária estendeu-se também às ruas, cafés e outros espaços de convívio, onde foram “acolhidos com simpatia, abertura e espírito de diálogo por parte da população”. A irmã Catarina refere que estes encontros “permitiram estabelecer conversas simples, mas profundamente humanas, abordando temas relacionados com a vida quotidiana, a família, as dificuldades sociais, a fé e a esperança”. Ao deslocarem-se a estes ambientes, os missionários procuraram “aproximar-se das pessoas no seu ambiente diário”.

Os religiosos visitaram ainda alunos do primeiro e segundo ciclos, promovendo “momentos de diálogo e reflexão”, exibindo vídeos sobre a missão e dando a conhecer “diferentes realidades sociais e culturais vividas em vários países”, sobretudo em África. “Os missionários deram particular destaque à realidade das crianças africanas, que, apesar de viverem muitas vezes com escassos recursos materiais, demonstram uma grande alegria, simplicidade, gratidão e espírito comunitário”, indicou a irmã Catarina.

Além disso, foi “igualmente sublinhado o exemplo de muitas comunidades missionárias que, mesmo em contextos de pobreza e dificuldade, continuam a viver a fé de forma profunda e participativa”. As sessões abordaram ainda a “importância da solidariedade, da partilha e da valorização das pequenas coisas do quotidiano” e a reação dos alunos “foi extremamente positiva”.

Segundo a missionária, “as crianças demonstraram grande entusiasmo, curiosidade e sensibilidade perante os testemunhos apresentados, participando ativamente nas atividades propostas”. Já os professores “manifestaram apreço pela iniciativa, reconhecendo a importância destes encontros na promoção de valores humanos, espirituais e sociais junto dos mais jovens”.

As Semanas Missionárias são uma iniciativa dos Animadores dos Institutos Missionários Ad Gentes (ANIMAG), que procuram promover e dinamizar o espírito e a formação missionária dentro da Igreja Católica. Esta edição foi realizada sob o tema “Com Maria em missão” e incluiu também o contacto com jovens com necessidades educativas específicas. O encontro juntou elementos de cinco congregações: Missionários da Consolata e do Verbo Divino, Irmãs de São José de Cluny, Concepcionistas ao Serviço dos Pobres e Missionárias Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus.

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