A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) anunciou esta semana que já foi encontrado o consórcio de arquitetos que vai elaborar o projeto de recuperação do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, Brasil, destruído por um incêndio em 2018. A agência coordenou o processo de adjudicação e contou com os pareceres técnicos de vários especialistas das áreas da arquitetura, património cultural, engenharia e museologia.

A proposta aprovada prevê que o Paço de São Cristóvão, onde está localizado o Museu, seja inteiramente dedicado a exposições e atividades educativas, enquanto o prédio anexo ao Palácio ficará dotado com auditório, salas administrativas e de reserva técnica. O projeto tem como base essencial o respeito pela identidade arquitetónica e pela trajetória do Paço de São Cristóvão.

Para Marlova Noleto, representante da UNESCO no Brasil, o novo projeto observará “os mais rigorosos padrões internacionais de acessibilidade e segurança, o que tornará o Museu Nacional uma fonte renovada de cultura e história ainda mais integrada à comunidade”. “No momento em que o mundo atravessa uma das crises mais difíceis de sua história, a busca por soluções conjuntas e inovadoras é imperativa para ter, no menor prazo possível, o Museu Nacional aberto para o público”, sublinhou em comunicado.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, por sua vez, lembrou que a instituição quer ser “um museu de História Natural e Antropologia inovador, sustentável e acessível que promova a valorização do património científico e cultural e que, pelo olhar da ciência, convide à reflexão sobre o mundo que nos cerca e, ao mesmo tempo, leve a sonhar”.

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