O movimento de pessoas entre países africanos é uma característica que define a migração no continente e que se tem traduzido num crescimento médio anual de 7,5 por cento, segundo o mais recente relatório sobre Estatísticas Laborais de Migração em África, elaborado em conjunto pelas Nações Unidas e União Africana (UA).

Segundo o estudo, o número de recém-chegados de um país africano diferente quase que duplicou numa década – de 13,3 milhões, em 2008, passou para 25,4 milhões de migrantes em 2017. Os fatores demográficos, socioeconómicos, ambientais e a maior pressão no mercado de trabalho são apontados como os principais motivos deste aumento.

O maior movimento de trabalhadores migrantes no continente é atribuído às regiões da África Ocidental, Oriental e Austral, sendo os jovens do oeste africano os que mais se deslocam em busca do trabalho. Este fato pode estar ligado, em parte, ao acordo de cooperação regional que reconhece direitos individuais de deslocamento e assentamento.

Para os autores do estudo, a informação recolhida é essencial para alinhar prioridades de desenvolvimento, podendo contribuir também para a monitorização dos progressos em relação à Agenda 2063 da União Africana e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

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