Em apenas quatro meses, a campanha do Fórum de Lideranças Yanomami e Ye’kwana, destinada a pressionar o governo brasileiro para a retirada de milhares de garimpeiros ilegais da Terra Indígena (TI) Yanomami, já alcançou a marca dos 400 mil subscritores e os promotores da iniciativa estão confiantes que vão conseguir o apoio de meio milhão de pessoas.

“Agradecemos a todos que assinaram a petição e estão ao nosso lado, mas precisamos aumentar a pressão para que as autoridades ajam e cumpram o que está previsto em lei”, apela Maurício Ye’kwana, liderança da TI Yanomami e um dos diretores da Hutukara Associação Yanomami, lamentando que apesar do apoio popular e do avanço da pandemia dentro das aldeias, o governo ainda não tenha feito nada para expulsar os invasores.

Os cerca de 27 mil yanomami e ye’kwana que vivem na TI Yanomami, entre o Brasil e Venezuela, sentem-se ameaçados pelo coronavírus, devido à presença de milhares de garimpeiros, que entram e saem do território, disseminando outras doenças, devastando a floresta e poluindo rios com mercúrio. Estima-se que a Covid-19 já matou pelo menos 17 indígenas naquela área indígena.

“Hoje, estamos mais uma vez sob risco de xawara (doença) trazida pelos não indígenas e para isso precisamos unir forças. Vamos continuar na batalha até à saída dos invasores de dentro da terra yanomami”, promete o líder indígena, pedindo que mais pessoas se unam a esta campanha. A petição será entregue aos representantes do Governo Federal e do Congresso em outubro.

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