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Desde que há registos, os números de abril e maio do setor turístico em Portugal, tradicionalmente considerados o início da receção de mais turistas no país, foram os mais baixos de sempre. Já no período entre janeiro e maio, as receitas turísticas atingiram cerca de três mil milhões de euros, o valor mais baixo desde 2013 e menos 47 por cento em relação ao período homólogo do ano passado.

Os dados, revelados pelo Banco de Portugal, confirmam o duro golpe que a pandemia está a provocar no setor, e que levaram os operadores a pedir medidas urgentes de recuperação. “Vamos ter uma redução abrupta das receitas de entre 50 e 60 por cento ao longo do ano”, admitiu a secretária do Estado de Turismo de Portugal, Rita Marques, numa entrevista a uma estação de televisão.

As restrições da pandemia afetaram especialmente as regiões que apoiam uma grande parte da sua economia no turismo, como o Algarve, para o qual será implementado um plano específico com um orçamento de 300 milhões de euros. Mas para a Associação de Hotéis e Empresas Turísticas do Algarve (AHETA), este pacote é “manifestamente insuficiente” dada a dimensão da crise na região.

O turismo é a maior atividade económica de exportação em Portugal. Em 2019, foi responsável por 52,3 por cento das exportações de serviços e 19,7 por cento do total das exportações. A sua contribuição para o Produto Interno Bruto é de 8,7 por cento.

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