Há um ditado popular que refere que “Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher”. No caso de Maria, mãe de Cristo, o contrário também é verdade: Deus, ao escolher uma grande mulher para mãe do Seu Filho, escolheu também um grande homem, chamado José.
Na tradição católica, maio é dedicado em grande parte a Maria de Nazaré. No entanto, lembro que este mês iniciou com a festa de São José Operário, que foi celebrada no passado dia 1, em memória do pai adotivo de Jesus. José é conhecido não só pela sua profissão de carpinteiro, mas sobretudo por ser, como referem os evangelhos, um homem justo, obediente à lei e dono de uma fé profunda.
Ele era um homem que amava profundamente a sua noiva Maria, razão pela qual a quis repudiar em segredo, quando soube que ela estava grávida de um filho que não era seu, procurando poupá-la à humilhação pública e à possível condenação à morte. Depois de compreender o plano de Deus, José, tal como Maria, entregou-Lhe o seu “Sim”, tornando-se pai de Jesus, o qual tinha de pertencer à linhagem de um descendente do rei David – como era o próprio José.
As atitudes e comportamentos de José foram marcados pela humildade e pela modéstia, pelo silêncio e discrição, assim como pela dedicação e amor profundo pelo próximo. No episódio bíblico dedicado à fuga da Sagrada Família para o Egito é possível ver como José protegeu a sua família, à semelhança daquilo que fazem hoje tantos refugiados. Este é apenas um dos episódios que fez com que ele se tornasse num dos meus principais modelos de fé. Admiro profundamente o facto de, apesar de ser pai adotivo do Deus feito Homem, surgir nos evangelhos de forma silenciosa, a ponto de não lhe conhecermos uma única palavra.
São José Allamano, fundador dos Missionários e Missionárias da Consolata, disse várias vezes que “O bem deve ser bem feito e sem barulho”. Este silêncio de José é também uma manifestação de uma fé que coloca a vontade de Deus no centro das suas prioridades, tal como o fez Maria. Ambos se tornaram discípulos de Cristo antes mesmo do Seu nascimento, rezando com a vida a oração do Pai-Nosso.
Maria tornou-se serva por amor, servindo Isabel, os noivos de Caná e tantos outros; José, por sua vez, renunciou ao direito de ter um filho biológico e acolheu Jesus como filho adotivo. Este casal, que acolheu Deus nas suas vidas, é um convite a revermos a forma como acolhemos Deus nos nossos corações e nos deixamos transformar pela Sua vontade. A santidade está ao alcance de todos, e manifesta-se precisamente através da sabedoria do amor.








