Foto: DR

O Papa presidirá a todas as 14 estações da via-sacra no Coliseu de Roma, carregando a cruz pessoalmente durante toda a liturgia, que será marcada pelas meditações escritas pelo frei franciscano Francesco Patton, ex-Custódio da Terra Santa (2016-2025) e que atualmente vive no santuário do Memorial de Moisés no Monte Nebo, na Jordânia.

Francesco Patton tem, a partir daquele santuário, escrito regularmente para vários media, incluindo a agência Vatican News, dando voz ao sofrimento dos povos do Médio Oriente, particularmente durante os últimos anos de guerra, violência e ocupação. A entrega da responsabilidade de escrever as meditações das 14 estações da via-sacra a frei Patton revela a intenção do Vaticano de tornar central o sofrimento dos povos do Médio Oriente nas celebrações pascais deste ano.

O Monte Nebo, na Jordânia, é, segundo a tradição bíblica, o local onde Moisés avistou a “terra prometida” e terminou sua jornada terrena. A montanha fica do outro lado do rio Jordão e permite ver o Mar Morto com o vale que sobe em direção ao Mar da Galileia (Lago de Tiberíades). No pátio da basílica ali erguida estão marcadas as distâncias das principais localidades da Terra Santa (Hebrom, Belém, Jerusalém, Jericó, Nablus), algumas das quais se podem ver dali, do outro lado do vale, a olho nu.

Está é a primeira celebração da Sexta-Feira Santa de Leão XIV como Papa. No ano passado, tal como em 2024, as meditações sobre as 14 estações que recordam o processo de Jesus desde a condenação até à crucifixão foram preparadas pelo Papa Francisco. Francisco escreveu as meditações de 2025 no seu regresso à Casa Santa Marta, depois de uma longa hospitalização no Hospital Gemelli, em Roma. A celebração da Sexta-Feira Santa, em 18 de abril de 2025, foi presidida, a pedido do Papa, pelo cardeal vigário da Diocese de Roma, Baldassarre Reina. Francisco viria a morrer seis dias depois, a 24 de abril de 2025.

Entretanto este ano as celebrações da Páscoa judaica (a Pêssach) coincidem com as da Páscoa cristã, iniciando-se hoje, dia 1 de abril, e prolongando-se pelos tradicionais oito dias. A data comemora a libertação dos judeus da escravidão no Egito e durante estes dias não devem ser ingeridos alimentos fermentados, comendo-se sobretudo ou unicamente o matsá, o pão ázimo. Em Israel os dias da Pêssach são feriado.

Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *