Os padres Antony Malila, do Quénia, e Augusto Faustino, de Moçambique, iniciaram uma nova etapa das suas vidas e do seu apostolado missionário. Os dois missionários africanos tornaram-se párocos ‘in solidum’ de seis comunidades paroquiais da vigararia de Santo Tirso, pertencente à diocese do Porto. Assumiram, assim, em conjunto, a responsabilidade e gestão de seis paróquias, durante uma cerimónia que teve lugar na Igreja Paroquial de Reguenga, em Santo Tirso, no último domingo, 27 de setembro.
Além de uma numerosa participação de fiéis, a celebração contou com a presença de autoridades civis. Na homilia, o padre queniano Antony Malila manifestou o desejo de construir um caminho conjunto. “Hoje não estamos a começar do zero: estamos a continuar um caminho que já foi iniciado. Queremos receber aquilo que foi construído e, com a graça de Deus, continuar a fazê-lo crescer. Queremos caminhar convosco, escutar-vos e discernir juntos aquilo que Deus deseja para estas comunidades. Os caminhos irão surgindo à medida que procurarmos compreender o sonho de Deus e aquilo que o Espírito Santo nos inspira. E, sobretudo, queremos caminhar com todos.”
No momento de ação de graças, o padre moçambicano Augusto Faustino destacou a importância do trabalho em equipa. “A nossa vinda em conjunto expressa a beleza do ministério ‘in solidum’. Não somos duas individualidades isoladas, mas uma comunhão. Somos dois párocos que partilham a mesma responsabilidade solidária, e este ‘nós’ abraça cada um de vós. As nossas grandes expetativas assentam precisamente nesta premissa: trabalhar todos em conjunto.”
O sacerdote procurou mobilizar a assembleia: “Este caminho que hoje iniciamos não deve, nem pode ser feito apenas pelos padres. Precisaremos sempre da cooperação, da corresponsabilidade e da colaboração ativa de todos vós: conselhos paroquiais, conselhos económicos, grupos, movimentos, jovens, idosos, leigos e famílias.” O missionário moçambicano recorreu ainda a um conhecido provérbio africano – “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança” – para sublinhar que “é necessária a colaboração de todas as forças vivas de uma comunidade para edificar o Reino de Deus e promover o bem comum”.
O discurso foi marcado por traços de humildade: “Não sabemos tudo. Não trazemos receitas prontas nem fórmulas mágicas. Por isso, esperamos da vossa parte a paciência e a abertura para que possamos aprender juntos: com a vossa história, com as vossas tradições e com a vossa fé vivida no quotidiano.” Durante o próximo ano, os dois missionários africanos estarão ao serviço de seis comunidades: Paróquia de São Cristóvão de Refojos, Paróquia de Santa Maria da Reguenga (Senhora das Dores), Paróquia de São Paio de Guimarei, Paróquia de Santa Eulália de Lamelas, Paróquia de São Tiago da Carreira e Paróquia de São Pedro de Agrela (São Pedro e Senhora da Guia).










