Santuário de Fátima na noite de 12 de maio de 2026 | Foto: Santuário de Fátima

As celebrações de 12 de maio reuniram cerca de 250 mil peregrinos no Santuário de Fátima. Na homilia, o Patriarca de Lisboa, convidou os fiéis a serem uma luz num mundo devastado por conflitos, que carece de luz interior. “Não basta acender uma vela. Não basta receber luz. É preciso tornar-se luz”, disse Rui Valério.

O Patriarca de Lisboa lembrou aos peregrinos que, em Fátima, Nossa Senhora não apareceu “com estrondo, nem com imposição”, mas como “luz suave”, “presença materna” e “sinal de esperança”. “Ela vem ao encontro de um mundo ferido – como o nosso – e traz uma mensagem simples e exigente: oração, penitência, conversão, confiança em Deus”, referiu o presidente das celebrações.

As milhares de velas ali acesas são, segundo o religioso, como um “testemunho para o mundo”, que mostra como “a Igreja é um povo em caminho, que não desiste, que não se resigna, que continua a acreditar que a luz vence as trevas”. Rui Valério convidou os fiéis a refletirem sobre a forma como podem ser luz para o mundo. “Que luz preciso reacender em mim? Que sombra preciso entregar? Que ferida precisa de ser iluminada pela graça?”, questionou.

A concelebrar esta cerimónia esteve José Ornelas, bispo da diocese de Leiria-Fátima, António Marto, cardeal e bispo-emérito da mesma diocese, assim como 22 bispos, 208 padres e 27 diáconos. A Peregrinação Internacional Aniversária de Maio conta com a participação de peregrinos dos cinco continentes, de acordo com o Santuário de Fátima.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *