Foto: Vatican Media

O Papa Francisco encontra-se atualmente a realizar uma viagem internacional ao Cazaquistão, sob o lema ‘Mensageiros de paz e de unidade’. O Santo Padre esteve presente no Palácio da Independência, em Nur-Sultan, na capital do Cazaquistão, onde interveio na abertura do VII Congresso de Líderes de Religiões Mundiais e Tradicionais.

O encontro reúne mais de 100 delegações, de 50 países, contando com a participação de Ahmad Al-Tayyeb, grande imã de Al-Azhar (Egito), Yitzhak Yosef, rabino-chefe sefardita de Israel, e do metropolita António, responsável pelo Departamento das Relações Externas do Patriarcado de Moscovo. Kassym-Jomart Tokayev, presidente do Cazaquistão, apelou, no arranque do evento, a um “novo movimento global para a paz”. O imã da Mesquita de Al-Azhar destacou a importância do diálogo, e o metropolita António apresentou a fé como a última defesa da humanidade contra a “catástrofe”.

O evento contou com uma mensagem em vídeo de António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que destacou o papel das religiões para construir um “mundo melhor”, no qual todos habitem como “uma única família humana”. No encontro desta quarta-feira, o Papa afirmou que as grandes religiões são “a alma de tantas culturas e tradições”, pelo que se devem empenhar “ativamente” pela paz. “Deus é paz e conduz sempre à paz, nunca à guerra. Por isso empenhemo-nos ainda mais a promover e reforçar a necessidade de que os conflitos sejam resolvidos não com as razões inconclusivas da força, com as armas e as ameaças, mas com os únicos meios abençoados pelo Céu e dignos do homem: o encontro, o diálogo, as negociações pacientes”, disse o Sumo Pontífice, citado pela agência Ecclesia.

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