Foto: EPA / Orlando Barria

A crise económica e política no Haiti, associadas à pandemia de Covid-19 e aos desastres naturais, contribuíram para agravar a situação humanitária no país e para aumentar o número de pessoas com necessidades urgentes de ajuda. Segundo a agência de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA, na sigla em inglês), este ano, cerca de 4,4 milhões de haitianos poderão enfrentar problemas de insegurança alimentar.

O país tem enfrentado uma série de choques sociopolíticos extremos desde 2018, o que afetou a fragilidade já existente, assim como o espírito de resiliência das pessoas. Com a chegada da pandemia de Covid-19 e os efeitos dos desastres naturais, como a tempestade tropical Laura em agosto do ano passado, as condições de vida dos haitianos pioraram e a quantidade de pessoas com necessidades humanitárias aumentou 79 por cento em comparação com 2020.

A agência da ONU destaca ainda o aumento dos incidentes de insegurança, incluindo sequestros e confrontos entre gangues armados que resultaram em mortes de civis, queima de casas e deslocamento da população. E as manifestações e greves públicas que têm paralisado os serviços básicos, interrompido o setor de transportes e forçado o encerramento de empresas e instituições públicas.

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