O diretor regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa classifica como alarmantes as taxas de transmissão de Covid-19 no espaço europeu, apontando o mês de setembro como um alerta para os governos, tendo em conta que o confinamento adotado na primavera teve resultados, conseguindo-se em junho a maior redução no número de novos casos.

“Temos perante nós uma situação muito grave, com mais casos semanais do que se verificava no primeiro pico da pandemia na Europa, em março passado. Na semana passada, o total de casos superou os 300 mil”, afirmou Hans Kluge, esta quinta-feira, 17 de setembro, numa conferência de imprensa virtual.

O responsável admitiu existir uma “fadiga natural” das populações perante a persistência de uma crise sanitária como a que o mundo está a viver, mas, ainda assim, considerou não serem recomendáveis medidas como as adotadas pela França, ao reduzir o tempo de quarentena de 14 para sete dias.

“O conceito de quarentena tem que ser protegido, adaptado continuamente e bem comunicado, sem qualquer ambiguidade”, defendeu Kluge, encorajando os países europeus a tomarem “decisões baseadas na ciência” e a “explorarem opções de redução seguras”.

A região europeia tem 4,8 milhões de infetados e mais de 226 mil mortes associadas à Covid-19. Em Portugal, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde, morreram 1.878 pessoas dos 65.626 casos de infeção confirmados.

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