A catástrofe que se abateu sobre a população venezuelana após dois sismos de grande intensidade, registados a 25 de junho, levou os Missionários da Consolata, presentes naquele país há 55 anos, a lançar a campanha “A Venezuela precisa de nós”, para responder a uma emergência que continua a acentuar-se a cada hora.
“Aqui na Venezuela, após os sismos, tudo se agrava. Está tudo parado, como se tudo estivesse morto. A cada momento sabemos de mais pessoas sem casa, a sofrer ou que morreram. O povo está a passar muito mal”, lamentou o padre Horácio Teodósio Jackson, um Missionário da Consolata moçambicano em missão naquele país.
As primeiras estimativas apontam para centenas de mortos, milhares de feridos e dezenas de milhares de desaparecidos, além de milhares de famílias que perderam tudo. Há edifícios colapsados, infraestruturas destruídas e comunidades inteiras sem acesso a água, eletricidade, alimentos ou cuidados médicos.
Atualmente, 14 Missionários da Consolata encontram-se presentes em diversos pontos da Venezuela. Em Caracas, capital do país, os missionários atuam nas periferias urbanas; em Barquisimento, mantêm um centro de animação missionária; em Barlovento, dedicam-se à pastoral afro; e em Tucupita, à pastoral indígena. Trabalham diariamente com pessoas pobres, vulneráveis e em situação de extrema pobreza, fornecendo alimentos, medicamentos e promovendo cursos de desenvolvimento humano, como a “Escola de Perdão e Reconciliação”.
Em alguns locais onde os missionários estão ao serviço, “os terramotos coincidiram com enchentes”, agravando ainda mais a situação. Por isso, os donativos serão prioritariamente encaminhados para essas comunidades, que os religiosos “acompanham de perto”. Os membros da congregação já estão a receber ajuda para distribuir às famílias mais afetadas pelos sismos, mas a dimensão da tragédia ultrapassa largamente os recursos disponíveis. Por isso, estão a apelar a doações.
Cada donativo pode transformar-se em alimentos, vestuário, medicamentos, abrigo e esperança para quem perdeu tudo. “Qualquer ajuda é necessária e importante. Este é o momento em que, como Consolata, e como Igreja, temos de fazer alguma coisa”, acrescentou o padre Horácio.








