Cerca de 50 jovens e adultos provenientes de Braga, Coimbra, Funchal, Leiria, Porto e Viseu participaram, entre 4 e 9 de agosto, no Campo de Fé e Trabalho da Ação Católica Rural (ACR), realizado junto das comunidades de Santa Eufémia e Boa Vista, no concelho de Leiria. A iniciativa, desenvolvida em colaboração com a União das Freguesias, procurou juntar voluntariado, participação comunitária e compromisso cristão.
Durante as manhãs, os participantes dedicaram-se a trabalhos de beneficiação de espaços locais: no Parque do Vale do Lapedo, realizaram ações de limpeza e cuidado do espaço; no Centro de Saúde da Boa Vista, pintaram muros; e no Salão Paroquial limparam salas afetadas pela humidade e pelo bolor, na sequência da tempestade Kristin.
As tardes foram dedicadas sobretudo ao encontro com as pessoas das comunidades. Os participantes visitaram os Centros de Dia e os ATL de Santa Eufémia e Boa Vista e estiveram também com alguns doentes das duas comunidades. A organização procurou, assim, associar o cuidado dos espaços e da natureza à atenção às pessoas, numa perspetiva de ecologia integral.
O trabalho foi marcado, segundo informa a ACR em comunicado enviado ao 7Margens, pelo “trabalho em equipa, pela resiliência, pela entreajuda e pelo compromisso dos voluntários”, procurando concretizar o princípio que orientou a iniciativa: “fazer sempre o bem, bem feito”.
Ao final de cada dia, a missa, celebrada nas comunidades locais, “proporcionou um momento de encontro, reflexão e celebração da experiência vivida”.
O Campo de Fé e Trabalho permitiu pôr em prática a metodologia da ACR, baseada na Revisão de Vida — “Ver, Julgar e Agir”, sublinha o comunicado. A partir do conhecimento das necessidades concretas das comunidades, os participantes procuraram analisá-las e encontrar respostas, passando depois à ação através de um serviço organizado e realizado em colaboração com as populações locais.
A iniciativa inscreveu-se nas Linhas de Força da ACR para 2025-2028, que incluem a valorização da Revisão de Vida, o compromisso cristão com o meio, a promoção da ecologia integral e de uma espiritualidade de partilha e cuidado da criação, assim como a sinodalidade, a corresponsabilidade entre gerações e o trabalho em rede.
A colaboração entre jovens e adultos, autarquia e comunidades locais procurou concretizar o lema do atual triénio da ACR: “Caminhar juntos na esperança para um mundo justo e fraterno”.
O Campo terminou com um arraial aberto à comunidade, em Santa Eufémia, que reuniu participantes, habitantes locais e amigos num momento de encontro e convívio.
Mais do que os trabalhos realizados, a ACR sublinha que a experiência procurou promover uma forma de voluntariado com “intencionalidade cristã”, assente no serviço, na proximidade, na responsabilidade e na relação com as comunidades. Para os participantes, os seis dias foram também uma oportunidade de encontro, aprendizagem, partilha e aprofundamento do compromisso pessoal e cristão.
Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.








