Leão XIV no Vaticano, a 12 de maio de 2025 | Foto: Lusa

Dirigindo-se particularmente aos cristãos, o Papa Leão XIV apelou a que, em tempo de férias e viagens, não esqueçam e, sobretudo, não abandonem os pobres e idosos que vivem sozinhos. As declarações surgem na edição de julho-agosto da revista Piazza San Pietro, editada pela Basílica Vaticana.

Em resposta à carta de um leitor, de nome Maurício, que partilhava com o Papa a inquietação de viver as férias não só como oportunidade de pausa e repouso, mas também como tempo de “redescoberta da interioridade”, o Papa começa por ter presente os pobres que nem sequer para uns breves dias de repouso têm condições, devido às dificuldades da vida.

Na mesma linha, o bispo de Roma salientou também os doentes, aqueles que perderam a esperança na vida; os que são dominados pela dor de perder entes queridos; as vítimas da guerra, do ódio, do terrorismo e da violência; os perseguidos pela sua fé e pela justiça; os prisioneiros, os que perderam os seus empregos ou as suas casas, e os migrantes que não são recebidos com humanidade.

A todos os que têm férias, Leão XIV pediu que se eduquem “na sobriedade”, evitando “os excessos e o desperdício, o materialismo e o consumismo”. “Usemos também o tempo de verão para viver o Evangelho da paz e da misericórdia”, optando por umas férias que sejam “compatíveis com um estilo de vida cristão”, propôs o Papa.

Dirigindo-se aos que, nas férias, se dedicam ao voluntariado, o Papa pediu que se comprometam a “levar humanidade e esperança àqueles que sofrem”. “Verão os frutos da graça; verão quanto amor preencherá as suas vidas, quanta alegria, quanta felicidade!”, prometeu.

Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

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