Várias famílias etíopes e pelo menos 30 soldados do exército federal cruzaram a fronteira sudanesa esta semana para fugir aos combates na região de Tigré, entre membros do movimento separatista e as forças do governo federal de Adis Abeba. Centenas de pessoas terão perdido a vida no conflito armado que estalou a 4 de novembro na parte norte da Etiópia.

O Sudão e a Eritreia já mobilizaram as suas tropas para a zona fronteiriça para evitar a extensão das hostilidades aos seus países e têm sido vários os apelos à paz, mas sem consequências. Depois do Papa Francisco, quer o secretário-geral das Nações Unidas, quer o ministro da Defesa do Sudão, pediram o fim dos confrontos e o início das negociações entre as partes envolvidas.

Os bispos católicos da Etiópia, por sua vez, emitiram uma declaração a advertir que o país não ganhará nada “se os irmãos se matam entre si”. Os prelados exortam ainda os etíopes a levarem este conflito a sério e a lutarem pela reconciliação, pelo fortalecimento da unidade nacional, pela paz e pela segurança.

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