Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) decidiram abrir um centro de tratamento em Port-au-Prince, capital do Haiti, com o objetivo de ajudar a dar uma resposta coordenada ao surto do novo coronavírus no país, e fortalecer a capacidade do sistema de saúde haitiano.

Os profissionais da organização humanitária procederam a uma adaptação do seu hospital de queimaduras em Drouillard, um bairro da capital, para apoiar pacientes que testaram positivo para a Covid-19 e que foram encaminhados pelo Ministério da Saúde Pública e População. O espaço tem capacidade para duas dezenas de camas, mas pode receber até 45, caso a doença evolua.

O objetivo dos Médicos Sem Fronteiras no terreno é fornecer apoio às autoridades de saúde no atendimento a pacientes com Covid-19, proteger pessoas em risco e em estado vulnerável, assim como manter os serviços médicos essenciais em funcionamento. Perante a atual pandemia, no Haiti verifica-se uma escassez de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), incluindo artigos fundamentais como máscaras, aventais, e ferramentas médicas, como os testes à Covid-19.

Hassan Issa, coordenador-geral dos Médicos Sem Fronteiras no Haiti, traça um breve retrato do trabalho da organização no país, e adianta que além da falta de equipamento de proteção verifica-se também a “escassez de equipas médicas devido a restrições de viagens”, o que obrigou o organismo humanitário a reorientar as atividades no hospital de queimaduras. “Contamos com a nossa equipa do hospital, que trabalha incansavelmente para responder a essa emergência”, destacou o responsável, citado pelos serviços de comunicação da organização.

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