Um contentor repleto de bens partiu das instalações dos Missionários da Consolata, em Fátima, ao final da tarde de segunda-feira, 6 de julho, rumo à diocese de Tete, em Moçambique. Entre os bens carregados por cerca de 30 de voluntários de diversas idades encontravam-se computadores, material hospitalar, ecógrafos, aparelhos de raio X, muletas, cadeira de rodas, bomba de água, cama articulada, compressor, gerador, placa de fogão, projetor, roçadora e uma fresadora universal de carpintaria.

Foram também carregados fios elétricos, máquinas de lavar, lâmpadas, bicicletas, sacos de nozes, livros, artigos religiosos, loiça, material escolar, vestuário, calçado, camas, brinquedos, toalhas, lençóis, folhas de papel e cadeiras. Todos os bens foram doados por empresas e particulares e destinam-se aos povos mais vulneráveis da diocese de Tete, cujo bispo é Diamantino Antunes, um Missionário da Consolata de 59 anos, natural de Albergaria dos Doze, Leiria, que já acumula 29 anos de trabalho em Moçambique.

Simão Pedro foi um dos padres Missionários da Consolata envolvido no carregamento e preparação deste contentor de 40 pés. “É impressionante ver aqui cerca de 30 pessoas a carregar este contentor, que representa uma grande dádiva para Moçambique. Além de sete paletes com material médico, dois equipamentos de raio X e dois ecógrafos, conseguimos diversas máquinas, como um gerador e uma bomba de água. Conseguimos também muitos livros para as bibliotecas, assim como medicamentos, que muita falta fazem. Todos estes bens resultam de doações feitas por muitas empresas, associações e amigos e colaboradores dos Missionários da Consolata”, disse o missionário em declarações à FÁTIMA MISSIONÁRIA.

Os voluntários eram oriundos de Fátima, Porto de Mós, Alvaiázere e Albergaria dos Doze, de onde Diamantino Antunes é natural. Uma das voluntárias era, precisamente, Isabel Guapo, de 60 anos, cunhada do bispo de Tete, que há dois foi com um grupo de voluntários conhecer a diocese liderada pelo irmão do seu marido. “Estou aqui com muito gosto porque todos estes bens vão partir para a diocese do meu cunhado, o bispo Diamantino. Para aquelas crianças, o pouquinho representa muito. Quando eu lá estive, levei roupas dos meus netos e foi uma alegria para eles. Gostava de lá voltar. Aquele povo é muito acolhedor”, disse a voluntária, enquanto limpava o rosto repleto de suor.

Marta e Jéssica Lemos, de 14 e 17 anos, ambas de Alvaiázere, também se envolveram nesta ação solidária a convite do tio de ambas, Carlos Silvério, antigo seminarista da Consolata. “As caixas que estamos a carregar indicam o que está no seu interior. Já percebi que há aqui roupa, livros, brinquedos e material escolar. Sinto-me feliz porque tenho a certeza que, se nós precisássemos, eles também iriam fazer a mesma coisa”, disse Marta. A mesma sensação é partilhada por Jéssica: “Estou aqui para ajudar. Espero que, ao receberem este material, as pessoas fiquem felizes e que estes bens as ajudem. É isso que nós queremos”.

Depois do carregamento do contentor, seguiu-se um momento de confraternização, com o grupo a assistir ao jogo entre Portugal e Espanha, no contexto do Campeonato Mundial de Futebol, que está a decorrer na América do Norte. Espanha venceu por um golo já nos descontos, instalando uma grande desilusão entre os portugueses. A Seleção Portuguesa regressa agora a solo nacional. O contentor, esse, partirá em breve de Silves rumo a Moçambique.

 

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