Nas instalações da Cáritas na Praia do Pedrógão, os danos atingiram telhados, painéis fotovoltaicos e o sistema de aquecimento de água. Foto © Cáritas Diocesana de Leiria

A Cáritas Diocesana de Leiria lançou uma campanha para ajudar as vítimas da tempestade Kristin, que afetou particularmente aquela região do país. A iniciativa visa recolher sobretudo bens alimentares não perecíveis, produtos de higiene pessoal e de limpeza, que deverão ser entregues no Centro Logístico dos Pousos ou na sede da instituição, em Leiria.

“A contribuição de cada pessoa é fundamental para que o apoio chegue rapidamente a quem mais precisa. Apelamos à partilha desta informação, permitindo que o movimento solidário alcance um maior número de munícipes”, pode ler-se num comunicado enviado ao 7Margens ao final da tarde da última quinta-feira, 29 de janeiro.

Apesar de o temporal ter provocado danos em algumas das infraestruturas da própria Cáritas diocesana, o foco da instituição “permanece claro: reforçar o apoio à comunidade e garantir que ninguém fica sem resposta num momento de particular fragilidade”, afirma ao 7Margens Nelson Costa, diretor de serviços da Cáritas Diocesana de Leiria. “Desde as primeiras horas, temos estado a trabalhar em articulação com o serviço de ação social do município, para garantir que a resposta no terreno é coordenada, eficaz e centrada nas necessidades reais das pessoas, pois é muito importante que não haja sobreposição de ajudas e seja feita uma gestão responsável de todos os donativos”, acrescenta.

Tendo em conta a situação de emergência que se vive na região, onde persistem falhas significativas de eletricidade, abastecimento de água e comunicações que afetam um grande número de famílias – algumas delas com danos nas habitações que obrigam ao seu realojamento – , o mesmo responsável adianta ainda que “está a ser avaliada a possibilidade de lançar um fundo de emergência a nível nacional, em colaboração com a Cáritas Portuguesa”.

“Paralelamente, a Cáritas Diocesana de Leiria fará esforços acrescidos de comunicação com os municípios pertencentes à diocese, de forma a reforçar a cooperação institucional, facilitar a identificação de necessidades emergentes e assegurar que o apoio chega de forma rápida e justa às populações distribuídas pelo território diocesano”, assinala o comunicado enviado às redações.

Quanto às infraestruturas da Cáritas que sofreram danos, a situação mais grave diz respeito às instalações situadas na Praia do Pedrógão, onde o organismo desenvolve um trabalho de grande impacto com crianças, jovens, idosos e diversas instituições, nomeadamente através da organização de colónias balneares. “Embora os custos de reparação sejam significativos, com danos nos telhados, painéis fotovoltaicos e no sistema de aquecimento de água, este elemento não constitui a nossa prioridade neste momento. Mas tudo faremos para em maio já estarmos a postos para voltar a receber crianças, jovens e idosos”, assegura Nelson Costa.

Texto redigido por Clara Raimundo/jornal 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

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