A emergência alimentar está a agravar-se na Somália, onde se teme que regiões do centro e sul do país sofrerão, em breve, com a fome. O problema vai afetar, sobretudo, menores, numa altura em que a quantidade de crianças que sofrem de desnutrição aguda já ultrapassa as 500.000, de acordo com James Elder, porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Segundo o responsável, o número de menores que sofre com desnutrição está a subir de forma preocupante “Há muitas vítimas: 730 crianças morreram de desnutrição no país do Chifre da África e muitas mais morrerão nos próximos meses”, alertou o responsável. “Há crianças que já estão a morrer e muitos centros de tratamento já estão cheios. Portanto, há crianças gravemente doentes que precisam de ser tratadas no chão”, afirmou James Elder, na última semana, acrescentando que “crianças com sintomas de desnutrição correm 11 vezes mais risco de morrer de diarreia, cólera ou sarampo, doenças das quais já houve surtos no país este ano”.

Atualmente, a Somália encontra-se a sofrer a sua terceira seca em apenas uma década. Com quatro estações consecutivas sem chuva e uma quinta a aproximar-se, o panorama de sofrimento do país pode ser ainda pior do que em 2011 e 2016, segundo as previsões do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU. Além da seca, o país sofre com décadas de conflito, deslocamentos maciços da população e uma grande subida do custo dos cereais e outros bens alimentares essenciais. Além da Somália, a crise alimentar afeta também a Síria, o Paquistão e o Iémen, que enfrenta também um longo conflito civil.

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