Cerca de três dezenas de pessoas encontram-se a participar no Curso de Missiologia que está a decorrer em Fátima, até este sábado, 27 de agosto. Entre os formandos, estão pessoas naturais de Angola, Moçambique, República Democrática do Congo, Timor-Leste e Portugal, entre outros. O terceiro dia de formação, que teve lugar na passada quarta-feira, 24, foi orientado por Cátia Tuna, compositora, cantora e professora na Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa.

A profissional levou até ao curso uma intervenção subordinada ao tema “Estética e comunicação da fé”, onde sublinhou que “Deus vem para todos”. “Não há judeu nem grego. É para todos”, enfatizou a oradora, perante uma audiência curiosa, constituída por religiosas, leigos, seminaristas e alguns sacerdotes missionários da Consolata. A conferencista apresentou aos formandos um conjunto de imagens, que ia acompanhando com mais detalhes e informações.

“No início, a Eucaristia era uma refeição. E reparem, isto era tão subversivo. Quer os judeus no templo de Jerusalém, quer os romanos nos seus santuários e nos seus templos, quer os orientais, também nos seus santuários e nos seus altares, o culto deles era o quê? Matar animais. (…) O cristianismo inverte tudo. Inverte os paradigmas mais enraizados e que eram completamente estruturantes na realidade romana. O cristianismo não era uma religião sacrificial. O culto é uma refeição. É um jantar, de partilha. (…) O Deus dos cristãos resolveu descer e ser pão. Ele podia não ter querido nada disto, mas quis querer. Por amor”, afirmou Cátia Tuna. O Curso de Missiologia decorre nas instalações dos Missionários da Consolata, sob o tema “Sereis minhas testemunhas”.

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