Rufinus Tigau, catequista católico, terá sido executado por elementos das forças segurança

Um grupo de associações católicas e leigas da Indonésia enviou uma carta ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos a pedir uma investigação rápida e isenta ao assassinato do catequista católico, Rufinus Tigau, em finais do mês de outubro, na província de Papua. O jovem terá sido executado por elementos das forças segurança quando procurava obter explicações para os tiroteios que estavam a acontecer na sua aldeia.

O caso continua a gerar indignação no país, porque até agora não é conhecida nenhuma iniciativa para identificar os responsáveis pela morte, e a ideia das associações é que o envolvimento da ONU possa acelerar a possibilidade de se iniciar uma investigação independente, para que esta morte não fique impune e que se garanta justiça à família enlutada.

Em declarações à agência Fides, o padre Martin Kuayo, administrador da diocese de Timika, recorda que o caso de Rufinus “não é o primeiro caso de violência contra membros da Igreja Católica”. No passado dia 7 de outubro, “também balearam outro catequista” e “se guardamos silêncio sobre estes incidentes, temo que as coisas piorem”, salientou o sacerdote.

Na carta enviada à ONU, as organizações cristãs assinalam ainda outros dois casos recentes em que dois líderes cristãos de Papua foram assassinados em circunstâncias pouco claras. Um era pastor protestante em Intan Jaya e o outro era pastor em Nabire.

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