Foto: Lusa

O último ano foi particularmente trágico no que diz respeito a atentados terroristas no Benim. O Relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, publicado no passado mês de outubro, mostra que “é preocupante a influência crescente dos grupos extremistas islâmicos” no Benim. O documento indica ainda que os grupos extremistas islâmicos “estão a financiar os seus ataques terroristas através do tráfico de armas, munições, drogas, medicamentos e espécies protegidas”.

O padre Joaquim Domingos Luís, sacerdote da Congregação dos Missionários do Verbo Divino, esteve neste país africano, nas dioceses de Parakou e de Djougou, de 1992 a 2003. Por onde passou, nunca registou qualquer conflito religioso. “Numa das paróquias onde estive, a missão estava situada numa pequena colina e, na base dessa colina, existia a mesquita e havia um diálogo e as celebrações de uns e dos outros eram motivo de alegria para todos, pois, na mesma família, encontrávamos pessoas muçulmanas, cristãs, de várias denominações, também católicos e praticantes da religião tradicional africana. Havia esse diálogo de vida sem conflitos.”

Atualmente, o cenário é outro. A violência jihadista já provocou mortes naquele Estado. Em países vizinhos como o Burquina Fasso ou a Nigéria, o terrorismo é já uma realidade. “Desde a criação do Estado Islâmico, é que tem havido conflitos”, que se traduzem em “assassinatos, destruição de igrejas, de aldeias… precisamente coisas que são deploráveis e que não devemos permitir”, lamentou o religioso.

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