Através do seu sistema de abastecimento de água, a Cáritas Xai-Xai assegura atualmente o fornecimento de água potável a cerca de 11.000 pessoas acolhidas no centro de Chihaquelane. Foto © Cáritas Moçambicana

Aquelas que são as piores cheias dos últimos 20 anos em Moçambique estão a agravar a crise humanitária em várias províncias do país, com milhares de casas destruídas, centenas de infraestruturas afetadas e comunidades inteiras deslocadas. A Cáritas e a Helpo já reforçaram as suas respostas, e apelam à solidariedade de todos os que puderem ajudar.

“A solidariedade não se afoga, mesmo quando tudo se encontra submerso” passou a ser o mote da Cáritas Moçambicana, que está a dar conta, nas redes sociais, do trabalho das suas equipas já no terreno, nomeadamente nas províncias de Gaza e Maputo, duas das mais afetadas pelas inundações.

“A equipa da Cáritas Diocesana de Xai-Xai [capital da província de Gaza], sediada na Regional Pastoral de Chokwé encontra-se fixa no Centro de Reassentamento de Chihaquelane, onde presta apoio contínuo através do fornecimento de água potável, alimentação, saneamento do meio, acomodação e assistência a grupos vulneráveis — incluindo idosos, doentes crónicos, pessoas com deficiência, mulheres grávidas e crianças — bem como a evacuação de pessoas resgatadas para zonas seguras, recorrendo a meios próprios, com destaque para o uso de um camião”, pode ler-se na página de Facebook da Cáritas Moçambicana.

Através do seu sistema de abastecimento de água, a Cáritas Xai-Xai está a assegurar o fornecimento de água potável a cerca de 11.000 pessoas acolhidas no centro de Chihaquelane, “constituindo um contributo vital para a prevenção de doenças e a preservação da dignidade humana”, acrescenta a instituição.

A Cáritas Maputo lançou por seu lado uma campanha de apoio às vítimas das cheias e inundações, que passa pela mobilização de voluntários e pela recolha de roupas e outras doações para o posterior encaminhamento às famílias afetadas. Numa mensagem dirigida aos fiéis, o arcebispo de Maputo, João Carlos Hatoa Nunes, apelou à solidariedade, à oração e ao compromisso concreto com as vítimas das cheias, sublinhando que “este não é tempo de discursos que dividem, mas de gestos que salvam e consolam”.

A partir de Portugal, é possível apoiar o trabalho da Cáritas Moçambicana fazendo um donativo para o Fundo de Emergências Internacionais da Cáritas Portuguesa (IBAN PT 50 0033 0000 01090040150 12; BIC/SWIFT BCOMPTPL).

Também a Helpo, uma organização não governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa que tem desenvolvido diversos projetos de apoio ao desenvolvimento de Moçambique, anunciou já ter elaborado um plano de ação para uma primeira resposta, que inclui a aferição das necessidades junto de 1048 estudantes bolseiros e apoiados pelo Centro Futurando (criado pela organização), a aferição de estragos e necessidades nas 11 escolas secundárias de Maputo apoiadas pela Helpo, e também a resposta com bens de primeira necessidade a nível alimentar e reposição parcial ou total de material escolar.

“Estamos, ainda, em contacto com o Cluster de Educação e Emergência e à medida que as necessidades forem sendo atualizadas, prevemos a realização de um segundo plano de resposta”, adianta a ONGD com sede em Cascais.

Aqueles que quiserem ajudar a Helpo a apoiar as vítimas das cheias podem fazê-lo através das seguintes opções: “Ser Solidário” no MbWay, fazer um donativo para o IBAN PT50 0010 0000 34833480006 19 ou fazer o donativo no sítio da Helpo.

Texto redigido por 7Margens, ao abrigo da parceria com a Fátima Missionária.

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