Aproxima-se o Natal… Como o tempo corre… Vem-me à memória dizer como o salmista: “Ensina-nos a contar os nossos dias” (Sl 90,12). O Natal convida-nos a saber contemplar a vida como o lugar que Deus vem habitar. Conta-se que São Francisco de Assis, que representou o primeiro presépio em Greccio (Itália), ficou profundamente comovido ao aperceber-se como o Deus Menino aceitou a nossa humilde condição humana… E nós temos tanta dificuldade em aceitá-la…
Esta festa que preparamos e celebramos deve, por isso, ajudar-nos a redescobrir o sentido e valor da vida – da nossa e da vida dos nossos irmãos e irmãs – porque, apesar dos nossos limites e sofrimentos, somos filhos de Deus. Proteger e promover a vida, não são opções para quem é cristão (de Cristo), mas o seu modo essencial de ser. Que belo seria que ao ouvir o canto dos anjos – “Paz na terra…” – ela, de facto, acontecesse já nos nossos corações e depois ‘infetássemos’ todos os que encontramos. Paz e uma vida em abundância, de qualidade, generosa e reconciliada são o que desejo para todos e cada um de vós. Santo e feliz Natal!








