Um relatório da União Africana, divulgado esta segunda-feira, 6 de abril, conclui que a pandemia da Covid-19 ameaça o continente africano com a perda de “cerca de 20 milhões de empregos”, um aumento da dívida e uma quebra significativa nos rendimentos. Os países que dependem do petróleo e do turismo podem ser os mais afetados.
Na elaboração deste estudo, os investigadores trabalharam dois cenários, de acordo com a trajetória da pandemia. Um considerado “realista”, no qual a pandemia dura até julho, e a África “não se veria muito afetada”; e outro mais “pessimista”, com a epidemia a estender-se até agosto, e a gerar consequências mais graves. O primeiro cenário causaria uma queda na economia africana de 0,8 por cento e o segundo um retrocesso de 1,1 por cento.
Até esta segunda-feira, tinham sido registados 9.198 casos de ovid-19 nos 51 países africanos, segundo o centro africano de controlo e prevenção de doenças. Mas apesar do continente africano ter sido menos afetado do que a China, o sul da Europa e os Estados Unidos da América, sofre as consequências económicas devido às relações comerciais que mantém com as regiões mais afetadas do mundo, podendo vir a sofrer quebras de 35 por cento.
O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed, recorde-se, tinha pedido o mês passado aos líderes do G20 que ajudem a África a superar as consequências da pandemia, aliviando ou cancelando as dívidas, e criando um fundo de emergência de 150 biliões de dólares (cerca de 138 mil milhões de euros).
