A Associação de Papeleiros do Equador fez uma doação de mil caixões de papel prensado ao município de Guayaquil, um dos mais castigados pela pandemia, para ajudar as autoridades sanitárias e as agências funerárias a responderem ao aumento da procura motivado pelo novo coronavírus.

Os caixões de papelão “serão uma grande ajuda para proporcionar uma sepultura digna aos mortos durante esta emergência sanitária”, publicou nas redes sociais a prefeitura de Guayaquil, onde famílias imploram para que as autoridades removam os corpos de residências e das ruas.

Com o aumento das mortes na cidade, por causa da Covid-19, e as restrições ao abastecimento, as funerárias não estão a conseguir responder às necessidades. “Devido ao toque de recolher, não há fornecimento suficiente de material. Vendi 40 [urnas] que tinha na sucursal do centro e outras 40 da sede de Durán. Pedi mais 10 para o fim de semana e já acabaram”, testemunhou Santiago Olivares, dono de uma funerária, em declarações às agências internacionais.

Neste momento particularmente difícil para os equatorianos, a Conferência Episcopal do Equador emitiu uma nota a pedir a unidade nacional. “As famílias equatorianas vivem momentos de angústia, dor e incerteza, pela proliferação da pandemia de Covid-19, situação que exige de todos e de cada um de nós uma atenção urgente e oportuna”, apelaram os bispos.

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  1. A notícia tem muito pouco de actual. É requentada. Já circula há vários dias na comunicação social.

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