Foto: Nuno Veiga / Lusa

Em pleno cenário de pandemia, os responsáveis pela Cáritas Diocesana de Lisboa (CDL) afirmam que a «primeira urgência» é manter o funcionamento das organizações que «têm assegurado que não haja fome» naquela região. Por isso, os responsáveis por este organismo humanitário da Igreja Católica anunciam um conjunto de doações, com entrega de imediata, para a aquisição de bens alimentares.

Neste âmbito, a Cáritas de Lisboa afirma que vai proceder a um «reforço de 40 mil euros» para a Comunidade Vida e Paz, um organismo da Igreja Católica, que auxilia cerca de 450 pessoas que vivem sem-abrigo na capital portuguesa. Este reforço deverá «cobrir as necessidades de um mês de serviço, numa parceria com o grupo Jerónimo Martins».

Igual reforço será entregue ao Banco Alimentar contra a Fome, que leva alimentos até 380 instituições de Lisboa, apoiando cerca de 80 mil pessoas. Ao «ReFood», um movimento que assegura 46 mil refeições por mês em todo o país, através dos excedentes alimentares, a Cáritas de Lisboa vai proceder a um «reforço de 25 mil euros», para que este organismo «possa continuar a assegurar apoio alimentar enquanto os restaurantes estão fechados», indicam os serviços de comunicação da Cáritas.

Às cinco paróquias do Patriarcado de Lisboa, que habitualmente asseguram refeições a um total de 1.382 pessoas, de forma diária, a Cáritas vai atribuir um «reforço de 41.460 euros». O organismo responsável por estes reforços manifesta a sua solidariedade para com todos os voluntários envolvidos nestas respostas sociais.

«Sabemos que isto é só um princípio. Sabemos que as instituições, agora apoiadas, estão a fazer um trabalho absolutamente notável, excedendo-se, para não abandonarem quem mais precisa, numa hora de particular aperto. Estamos solidários com todos os colaboradores e voluntários, que se desmultiplicam na sua missão de fazer o bem, bem feito», frisam os responsáveis pela Cáritas de Lisboa.

O organismo afirma estar atento ao «desenrolar da situação», aliando donativos com necessidades, e «procurando parcerias que potenciem o esforço de todos para que ninguém fique desamparado». A Cáritas afirma ainda atuar com «enorme esperança», e «imensa gratidão» por todos aqueles que, «generosamente, já estão a contribuir com donativos, quer em espécie, quer financeiros, para que a Cáritas possa estender a sua ajuda capilarmente, não só hoje como nos próximos meses».

Os responsáveis por este organismo da Igreja Católica lembram que mesmo em casa, os cidadãos podem «ser úteis». «Estamos em isolamento, mas não fechados num egoísmo autorreferencial», realçam, lembrando que os donativos que puderem ser feitos permitem «chegar a pessoas concretas».«Todos juntos vamos superar este desafio», asseguram.