Foto José Almeida

Com o obetivo de ajudar as pessoas que vivem sem-abrigo a protegerem-se da atual pandemia, vários organismos portugueses estão a disponibilizar uma «infraestrutura desportiva» e «um espaço com camas» destinados a estas pessoas mais vulneráveis

A contenção ao novo coranavírus (Covid-19) envolve «proteger também» quem está na rua, lembra Henrique Joaquim, gestor nacional da estratégia de apoio às pessoas sem-abrigo. O responsável frisa que as pessoas que vivem sem abrigo devem também ser «protegidas», e que no «caso de terem algum sintoma», devem conseguir «pedir ajuda», e esta deve ser-lhes «facultada tão rápido quanto possível, como a qualquer outro cidadão».

«Não devemos deixar ninguém de fora, nem muito menos deixar ninguém para trás», disse o responsável, citado pela agência Ecclesia. Segundo Henrique Joaquim, estão ser encontradas soluções para abordar os cidadãos nestas circunstâncias. «Estão a surgir opções de alguns espaços quer para acolher estas pessoas, quer para futuros enquadramentos em tratamento», anunciou.

De acordo com o responsável, as Santas da Misericórdia de Lisboa e do Porto já disponibilizaram camas, e a Câmara Municipal de Lisboa tem, «praticamente preparada, uma infraestrutura desportiva». O Município de Almada também «tem reservado um espaço com camas».

Henrique Joaquim explica que face às atuais circunstâncias «tem sido um desafio manter» o apoio a estes cidadãos, e, por isso, apela a que se ajude, com «consciência dos procedimentos» de segurança que são necessários. O gestor nacional da estratégia de apoio às pessoas sem-abrigo pede à Ordem dos Médicos que indique médicos que «voluntariamente e localmente apoiem as equipas», considerando que «é possível» fornecer o apoio aos sem-abrigo «com condições de segurança».

O responsável afirma que mantendo a distância, «pelo menos um metro a dois na rua», é possível criar «estratégias de contacto mínimo» com os sem-abrigo, «pelo menos um contacto oral e visual», transmitindo informação, perguntando se existe algum sintoma e, em caso positivo, «imediatamente sinalizar ou encaminhar para uma autoridade de saúde».