Foto UNICEF México

Nova rotulagem vai avisar os consumidores sobre calorias em excesso, açúcar, sódio, gorduras saturadas e gorduras trans, além de cafeína e adoçantes artificiais. O objetivo é contribui para que a população evite os produtos ultra-processados

A obesidade infantil no México é uma urgência de saúde pública que exige mudanças imediatas, alertam os especialistas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Segundo a agência da ONU, o país é o maior consumidor, na América Latina, de produtos ultra-processados, incluindo bebidas açucaradas.

As maiores taxas deste consumo estão entre as crianças em idade pré-escolar, que ingerem cerca de 40 por cento das suas calorias dessa forma. Um terço das crianças e dos adolescentes do México estão com sobrepeso ou obesos.

De acordo com a Unicef, a falta de acesso a alimentos frescos e saudáveis, a comercialização agressiva de produtos alimentares direcionados às crianças, e a alta exposição a alimentos ultra-processados ​​em residências, estabelecimentos de ensino e mercados provocam um ambiente insalubre que fomenta a obesidade e que afeta milhões de pessoas no México.

Os especialistas da Unicef afirmam que o governo mexicano reconhece a necessidade de adotar medidas de prevenção, e parte dos seus esforços está em criar regulamentações. Assim, a partir deste ano, o México vai adotar uma nova rotulagem para as embalagens dos alimentos, a qual tem sido apoiada por várias instituições, incluindo a Unicef.

Os novos rótulos vão avisar os consumidores sobre calorias em excesso, açúcar, sódio, gorduras saturadas e gorduras trans, além de cafeína e adoçantes artificiais, para que as crianças possam evitá-las. O país vai também proibir a utilização de personagens e desenhos animados populares em produtos dirigidos a crianças.

Simón Barquera, diretor do Centro de Pesquisa em Saúde e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Pública, acredita que a nova rotulagem será um contributo para resolver o atual problema, permitindo que «grande parte da população, independentemente de seu status socioeconómico e educacional, identifique produtos prejudiciais à saúde e faça melhores escolhas de alimentos».