O objetivo é fornecer água potável e promover ações contra a violência sexual e de género. Torna-se ainda necessário apoiar países que acolhem refugiados, com políticas progressistas de inclusão que auxiliem as pessoas que carecem de proteção
Cerca de 12 por cento de sul-sudaneses que abandonaram as suas casas devido ao conflito já retornaram ao seu país desde novembro de 2017, informa a Organização das Nações Unidas (ONU), no final desta semana. Mais de 270 mil pessoas regressaram por iniciativa própria, mas a maioria das 74 mil pessoas que permanecem no exterior aguardam para perceber se o clima de paz se mantém.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e os seus parceiros apelam à doação de fundos para dar resposta às carências humanitárias das populações que se viram obrigadas a abandonar o local onde residiam devido a sete anos de instabilidade. Os responsáveis pelo ACNUR felicitam a recente formação do Governo de Transição da Unidade Nacional, mas salientam que «ainda existem muitos desafios na procura de soluções para milhões de pessoas forçadas deslocarem-se devido ao conflito».
Fora do Sudão do Sul, vivem cerca de 2,2 milhões de pessoas, dando assim forma à maior população refugiada do continente africano. Em território nacional existem outros 2 milhões de deslocados, sendo que 83 por cento são mulheres e crianças. Os responsáveis pelo ACNUR afirmam que é urgente obter financiamento para prestar cuidados básicos à população. Mais de 74 mil sudaneses do Sul procuram abrigo em países vizinhos como Uganda, Sudão, Quénia, Etiópia, República Democrática do Congo e República Centro-Africana.
Entre os mais desprotegidos, estão cerca de 65 mil crianças desacompanhadas ou separadas das suas famílias. As ações de auxílio a esta população têm também em vista agilizar o acesso a água potável e dinamizar atividades contra a violência sexual e de género. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados tem ainda como missão apoiar os cinco maiores países anfitriões de sul-sudaneses, com políticas progressistas de inclusão, que beneficiem as populações que procuram abrigo e proteção.
