país foi sancionado por não cumprir com os critérios mundiais de transparência fiscal. as Ilhas Caimão, de domínio britânico, também foram incluídas na lista, uma decisão interpretada como uma «advertência» ao Reino Unido pós-Brexit
país foi sancionado por não cumprir com os critérios mundiais de transparência fiscal. as Ilhas Caimão, de domínio britânico, também foram incluídas na lista, uma decisão interpretada como uma «advertência» ao Reino Unido pós-Brexit a União Europeia (UE) anunciou esta terça-feira, 18 de fevereiro, a reitrodução do Panamá na sua lista negra de paraísos fiscais por não cumprir com os critérios mundiais de transparência fiscal, um revés para o país centro-americano na sua tentativa de limpar a imagem após o escândalo provocado pelo processo Panamá Papers. além do Panamá, os ministros das Finanças da UE incluíram também na lista negra o território britânico ultramarino – as Ilhas Caimão -, numa decisão interpretada por alguns analistas com uma advertência ao Reino Unido pós-Brexit. Estes países ou territórios não cumpriram, no prazo estabelecido, com as reformas fiscais que se haviam comprometido perante a União Europeia, refere, em comunicado, o Conselho da UE, que também agregou à lista o arquipélago de Palau e as ilhas Seychelles. Em dezembro de 2017, a UE adotou a sua primeira lista sobre paraísos fiscais em resposta ao escândalo com o processo Panamá Papers, que revelou a criação de sociedades opacas para evadir impostos, alegadamente, à escala mundial. O Panamá entrou na primeira relação, mas depois dos compromissos assumidos pelo governo, passou para a lista cinzenta, da qual saiu em março de 2019. agora, regressa à lista negra. Em reação à decisão da UE, a organização Oxfam felicitou a inclusão do Panamá, Ilhas Caimão e Seychelles na lista negra, mas lamentou que fossem deixados de fora paraísos fiscais mais prejudiciais, como as Bahamas, e que continuem por incluir as jurisdições do bloco comunitário.
Panamá regressa à lista negra dos paraísos fiscais
