Jovens de Ribeirão deslocam-se a Fátima e dramatizam últimas horas da vida de Cristo, deixando os mais velhos sensibilizados com a sua dedicação à Via-Sacra missionária que marca a Peregrinação da Consolata
Jovens de Ribeirão deslocam-se a Fátima e dramatizam últimas horas da vida de Cristo, deixando os mais velhos sensibilizados com a sua dedicação à Via-Sacra missionária que marca a Peregrinação da Consolataas representações de adolescentes dos últimos passos de Cristo na terra deixam os mais velhos enternecidos com o seu desempenho, postura e dedicação. Esta encenação teve lugar nos Valinhos de Fátima, e encheu de cor, emoção e alegria a Via-Sacra missionária, inserida na 30a Peregrinação anual da Família Missionária da Consolata a Fátima.

Os adolescentes que protagonizaram estes momentos no Calvário Húngaro frequentam a catequese em Ribeirão, concelho de Vila Nova de Famalicão, e desempenham este papel há vários anos, trazendo novos colegas, e renovando alguns dos adereços. É Miguel almeida, catequista em Ribeirão, que está na dianteira desta iniciativa, mobilizando adolescentes e famílias para a participação na Peregrinação da Família Missionária da Consolata.

Estão aqui adolescentes do sétimo ao nono ano de catequese. Este ano trazemos novos elementos. Para eles, estes momentos são algo de novo e diferente. Ficam surpreendidos com esta dinâmica da peregrinação. Para alguns é a primeira vez que estão nos Valinhos, e também a primeira noite fora de casa, uma vez que a chegada a Fátima aconteceu na noite de sexta-feira, para que os mais novos pudessem assistir ao concerto dos “Discípulos de Fátima”, que se tornou num espetáculo fantástico e motivante, que aliou a diversão à religião, destacou o catequista de 45 anos.

O protagonismo dos mais novos também não passa ao lado de Isabel Santos, uma peregrina de 46 anos, residente em alhadas, concelho da Figueira da Foz, que participa na Peregrinação Missionária da Consolata há 14 anos consecutivos. Nunca é a mesma coisa. Participo na companhia do meu filho, Miguel Esteves, de 15 anos, que também gosta muito deste dia e que nunca vem contrariado.

O papel desempenhado pelos mais novos neste dia deixa Isabel particularmente sensibilizada, uma vez que é chefe de escuteiros, acompanhando crianças dos seis aos dez anos. O trabalho destes jovens dá razão para vir até aqui e para continuar a ver esta atividade da Consolata, refere a peregrina.

Para muitos a participação na peregrinação acaba por ser um dia de festa, passado em família. ana Alves, de 64 anos, é um desses casos. Residente na Damaia, concelho da amadora, faz-se acompanhar de quatro irmãs e de outros familiares. Nunca me canso de ir a Fátima. Participar nesta Via-Sacra é algo muito bonito e que gosto muito, afirma a peregrina.

Elvira Freitas está hoje no local para onde já peregrinou diversas vezes a pé, a partir de Paços de Ferreira. Já vim três vezes a pé a Fátima. São cinco dias a caminhar. O trajeto tem momentos de tristeza e alegria. É uma emoção muito grande chegar ao Santuário de Fátima. Vale a pena o sacrifício, refere Elvira, de 55 anos, que se faz acompanhar pelo seu marido, antónio Costa, 60, que ruma a Fátima desde que fez os seus 14 anos. a Peregrinação da Família Missionária da Consolata torna-se assim, num momento de memórias e emoções, reunindo famílias, que celebram a fé, a esperança e a missão.