Organização chama a atenção para as consequências da crise ambiental que afectam com mais intensidade as populações dos países pobres. E insiste na necessidade de uma mudança de mentalidades
Organização chama a atenção para as consequências da crise ambiental que afectam com mais intensidade as populações dos países pobres. E insiste na necessidade de uma mudança de mentalidadesQuem mais sofre dos maus tratos ao planeta não és tu. Este é o lema da nova campanha lançada pela organização não governamental Mãos Unidas, para chamar a atenção das consequências da crise ambiental nas populações dos países mais pobres. Para Carla Pardo, presidente da organização, nos dias de hoje é impossível negar, embora muitos se empenhem em negá-lo, que os padrões do clima estão a mudar: aumentam as secas, os períodos de chuva são mais curtos e, às vezes, quando chove, cai água com tanta intensidade que arrasa tudo o que encontra pela frente. Este novo panorama, segundo a responsável, gera dificuldades aos agricultores mais pobres e leva a que a fome não pare de aumentar, afectando, actualmente, 821 milhões de pessoas em todo o mundo. Se 85 por cento das pessoas mais pobres vivem em zonas rurais e dependem do estado dos ecossistemas, não estão num estado saudável, as consequências são as que estamos a viver há anos: a fome continua a aumentar, adianta Clara Pardo. Em 2019, a Mãos Unidas destinou quase dois milhões de euros a projectos directamente relacionados com o ambiente e alterações climáticas. Este ano, com a nova campanha, a organização quer fazer eco dos gritos do planeta e dos seus habitantes. Queremos dar voz ao grito da terra ferida e das pessoas vulneráveis, pobres e esfomeadas, precisou a ativista.