Há quase milhão e meio de pessoas que necessitam com urgência de um local que lhes permita instalar-se e seguir por diante com as suas vidas. O ano passado, apenas 4,5 por cento conseguiram encontrar esse novo lugar
Há quase milhão e meio de pessoas que necessitam com urgência de um local que lhes permita instalar-se e seguir por diante com as suas vidas. O ano passado, apenas 4,5 por cento conseguiram encontrar esse novo lugar a brecha entre o número de pessoas que precisam de acolhimento e as que os governos estão dispostos a receber continua a ser enorme, segundo dados do alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (aCNUR). Dos 1,4 milhões de refugiados que aguardam recolocação, apenas 63 mil conseguiram uma nova oportunidade, em 2019. Para a diretora de Proteção Internacional do aCNUR, Grainne O”Hara, a recolocação não é uma solução para todos os refugiados do mundo, mas é uma medida que garante a proteção de quem corre maior risco e cujas vidas dependem com frequência dessa reinstalação. Em 2019, de acordo com o aCNUR, a maior dos refugiados recolocados eram provenientes da Síria, República Democrática do Congo e Myanmar. a maioria foi acolhida nos Estados Unidos da américa, Canadá, Riono Unido, Suécia e alemanha. apesar da generosidade dos países anfitriões e doadores, há uma necessidade imperiosa de partilhar de forma mais equitativa a carga e a responsabilidade, assim como de apoiar o crescente número de refugiados, afirma O”Hara. Recorde-se que uma das prioridades do Pacto Mundial sobre Refugiados é aumentar as oportunidades de recolocação e criar outras vias de admissão, tendo em conta fatores como a reunificação familiar. O acordo também desafia os países a abrir rotas migratórias previamente estudadas.