Economistas do Banco africano de Desenvolvimento alertam que só com um investimento de larga escala na agricultura e a criação de um ambiente empresarial que garanta retorno aos investidores é possível trabalhar para o desenvolvimento do país
Economistas do Banco africano de Desenvolvimento alertam que só com um investimento de larga escala na agricultura e a criação de um ambiente empresarial que garanta retorno aos investidores é possível trabalhar para o desenvolvimento do país a agricultura [na Guiné-Bissau] precisa de investimento em larga escala e um ambiente empresarial que garanta retornos aos investidores na cadeia de valor, mas a falta de um orçamento atualizado prejudica o planeamento e a implementação do desenvolvimento, defendem os economistas do Banco africano de Desenvolvimento (BaD), no relatório sobre as Perspetivas Económicas africanas, divulgado esta semana em abidjan, na Costa do Marfim. No documento, os especialistas alertam que as dificuldades empresariais na Guiné-Bissau podem minar o crescimento e enfraquecer a mobilização dos recursos domésticos, e que os constantes choques nos preços do caju, apelidado de “petróleo verde”, podem desencorajar muitos pequenos produtores, reduzindo a produção nacional e afetando as exportações. a vulnerabilidade da agricultura e do setor das pescas às mudanças climáticas é outro dos perigos apontados no relatório, já que afeta diretamente a vida de 70 por cento da população. a chuva irregular e as frequentes inundações nas regiões costeiras ameaçam a economia e as populações, especialmente a grande proporção de famílias pobres e vulneráveis, sem outros meios de subsistência, escrevem os economistas que, ainda assim, preveem um crescimento económico na Guiné-Bissau próximo dos cinco por cento.