Vem aí a Década do Envelhecimento Saudável.organização Mundial de Saúde pretende mobilizar governos, sociedade civil, profissionais, organizações e instituições em torno de um objetivo comum: melhorar a vida das pessoas idosas
Vem aí a Década do Envelhecimento Saudável.organização Mundial de Saúde pretende mobilizar governos, sociedade civil, profissionais, organizações e instituições em torno de um objetivo comum: melhorar a vida das pessoas idosasO projeto nasceu para alterar mentalidades e foi um dos escolhidos como exemplo de boas práticas para o envelhecimento ativo e saudável na região Centro. Todos os meses, alguns seniores do Centro Social de Oiã, em aveiro, realizaram estágios pontuais em diferentes empresas do concelho, e provaram, com a sua determinação e experiência, que os mais velhos não devem ser encarados como fardos’ que apenas consomem tempo e recursos, mas como pessoas que já tiveram um percurso pessoal e profissional, que conhecem muitas das soluções e têm o direito de prosseguir o ciclo da vida de forma ativa, equilibrada e saudável. Projetos como este têm-se multiplicado um pouco por todo o país, mas muito há ainda a fazer, não só em Portugal, mas em todo o mundo, para conseguir que o envelhecimento passe de um desafio a uma oportunidade. Isso mesmo é admitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ao consagrar o próximo decénio (2020/2030) como a Década do Envelhecimento Saudável. Para promover um envelhecimento saudável, será necessário introduzir mudanças fundamentais, não apenas nas ações que realizamos, mas também no modo de pensar, sentir e comportar diante da velhice e do envelhecimento. O preconceito e a discriminação contra as pessoas devido à idade são altamente prevalentes e insidiosos e têm efeitos prejudiciais à saúde e à participação. Os omnipresentes estereótipos milenares que mostram os idosos como frágeis, onerosos e dependentes, não são apoiados por evidências e restringem a capacidade da sociedade de reconhecer e libertar o potencial humano e o capital social intrínseco às populações de mais idade. Essas atitudes negativas também influenciam a tomada de decisões, as escolhas de políticas públicas, e as atitudes e comportamentos da sociedade, considera a OMS. Ou seja, no entender dos especialistas da agência das Nações Unidas, os países precisam de apostar em sistemas de assistência de longo prazo, que permitam aos idosos receber a atenção e o apoio de que necessitam para viver as suas vidas com dignidade e respeito. De que forma? Por exemplo, com apoio social que inclua assistência nas atividades diárias ou nos cuidados pessoais, mas também através de modelos para manter os seus relacionamentos, de locais apropriados para envelhecer, acesso a serviços comunitários e participação em ações que dão sentido à vida. E isso pode exigir uma ampla diversidade de serviços, como centros de dia, centros de acolhimento e redes de cuidados domiciliários, além da colaboração das comunidades e dos voluntários, do apoio contínuo de cuidadores não remunerados e da vinculação com os cuidados paliativos e terminais. Em suma, a OMS defende que o envelhecimento saudável pode ser uma realidade para todos, desde que deixe de considerar-se como a mera ausência de doença e passe a fomentar-se a capacidade funcional que permite aos idosos serem e fazerem o que têm razões para valorizar. Os líderes políticos e a ação social, são, por isso, desafiados a centrar as suas iniciativas não apenas na capacidade física e mental das pessoas mas também nos ambientes físicos e sociais em que estas vivem. O balanço será feitoem 2030.