Rebeldes proibiram a circulação das novas notas impressas pelo governo reconhecido pela comunidade internacional. E ameaçam punir com penas de prisão quem desrespeitar a medida
Rebeldes proibiram a circulação das novas notas impressas pelo governo reconhecido pela comunidade internacional. E ameaçam punir com penas de prisão quem desrespeitar a medida a eclosão de uma guerra monetária entre os rebeldes e o governo do Iémen está a provocar o colapso do rial (a moeda oficial) e a agravar a crise humanitária que já levou milhões de pessoas para o limiar da pobreza e da fome, depois de cinco anos de confrontos armados. a mais recente crise estalou em dezembro último, quando os rebeldes houthis, apoiados pelo Irão, proibiram nas zonas que controlam (a capital Saná e grande parte do norte do país) a circulação das novas notas impressas em adén (sul), onde está instalado o governo reconhecido pela comunidade internacional. a medida entrou em vigor a 19 de janeiro e os rebeldes ameaçam com penas até 10 anos de prisão, para quem não a cumprir. Os houthis alegam que a proibição das novas notas introduzidas pelo governo há três anos é necessária para lutar contra a inflação, que aumentará 35,5 por cento este ano, segundo as previsões do Fundo Monetário Internacional. Quem está a sofrer com esta decisão é a população, sobretudo a do norte do país. Muitos de nós temos novas notas, mas já não as podemos usar para comprar, lamentou um habitante de Saná às agências internacionais. Por outro lado, a desvalorização do rial está a reduzir o poder de compra de muitos iemenitas. Para o coordenador para os assuntos humanitários da ONU no Iémen, esta situação tem tudo para fazer aumentar o risco de fome.com a rápida desvalorização do rial e os problemas no pagamento dos salários, voltamos a ver alguns dos principais fatores que levaram o país para uma situação de fome há um ano. Não devemos permitir que se repita, advertiu Ramesh Rajasingham, sublinhando que este ano o Iémen continuará a ser o país com a maior crise humanitária.