alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos visitou o país e pediu às autoridades que aproveitem a transição pacífica de poder para deixar para trás uma história de conflitos, violações de direitos e problemas socioeconómicos
alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos visitou o país e pediu às autoridades que aproveitem a transição pacífica de poder para deixar para trás uma história de conflitos, violações de direitos e problemas socioeconómicos a República Democrática do Congo (RDC) tem cerca de 5,3 milhões de pessoas deslocadas internamente, enfrenta diversos problemas humanitários, mas com a recente transição pacífica de poder pode estar perante uma janela de oportunidade para deixar para trás uma história de conflitos, violações de direitos humanos e problemas socioeconómicos crónicos. Esta é a convicção de Michelle Bachelet, alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, depois de uma visita de vários dias ao país, motivada pelo recente relatório da sua equipa que descreveu a existência de crimes de guerra e crimes contra a humanidade na região de Ituri, cometidos pelo grupo armado lendu contra as pessoas de etnia hema. Bachelet admitiu que os abusos foram horríveis e poderiam ter desencadeado um conflito muito maior do que a guerra que aconteceu entre as duas etnias em 1999 e 2003, que causou dezenas de milhares de mortes. Porém, também destacou que ao registar a primeira transição política pacífica desde a independência (1960), o país abre uma nova esperança para ultrapassar muitos dos seus problemas. Neste sentido, pediu aos doadores internacionais que aumentem o seu apoio às agências humanitárias que operam na RDC, para fazer face às necessidades mais urgentes dos milhões de deslocados. É de partir o coração ver pessoas, algumas das quais perderam suas famílias inteiras, tiveram seus braços e pernas cortados com facões ou foram estuprados, lutando para sobreviver, lamentou a alta comissária.