Mais de 200 civis, sobretudo mulheres e crianças, foram mortos nos últimos dois meses pelo grupo armado Forças Democráticas aliadas na província de Kivu do Norte
Mais de 200 civis, sobretudo mulheres e crianças, foram mortos nos últimos dois meses pelo grupo armado Forças Democráticas aliadas na província de Kivu do NorteO Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas está a desenvolver um Plano de ação para combater ataques a civis na área de Beni, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo (RDC), onde nos últimos dois meses morreram mais de 200 pessoas, fruto das ações violentas do grupo armado Forças Democráticas aliadas (aDF na sigla em inglês). É um conflito que não tem o risco de escalada, mas tem o risco da aDF cometer crimes bárbaros, como tem vindo a cometer. Mais de 200 pessoas mortas em dois meses, com requintes de crueldade, com crianças pequenas mortas com facões e machados. Então, é uma questão de contenção desse grupo, que é uma mistura de fundamentalismo, com grupo armado e crime organizado, explicou à ONU News o general Carlos alberto dos Santos Cruz, autor de um relatório sobre a situação na RDC. Esta avaliação concluiu que a proteção de civis requer uma resposta abrangente, envolvendo todos os componentes da Missão da ONU (MONUSCO) da Equipe Nacional da ONU na RDC e outros parceiros. O relatório recomenda, por isso, que todas as partes coordenem as suas ações para melhorar a mentalidade, as capacidades e a mobilidade da Brigada de Intervenção da MONUSCO.