Cimeira realizada na capital do Togo reclamou a adoção urgente de legislação que trave o fenómeno e combata as diferentes formas de tráfico de fármacos falsificados
Cimeira realizada na capital do Togo reclamou a adoção urgente de legislação que trave o fenómeno e combata as diferentes formas de tráfico de fármacos falsificadosO direito à saúde é fundamental para todos. No nosso continente, o tráfico de drogas falsificadas é uma verdadeira tragédia, um flagelo criminal que devemos denunciar e contra o qual devemos intervir, afirmou o padre Donald Zagore, no final de uma cimeira realizada em Lomé, capital do Togo, para discutir estratégias de combate ao tráfico de medicamentos falsos. No final, os participantes destacaram a necessidade urgente de uma reforma séria do sistema sanitário, criação de estruturas adequadas e a adoção de leis para conter o fenómeno e bloquear as diferentes formas de tráfico, aplicando sanções mais duras aos traficantes. Os medicamentos falsos estão a matar os africanos, em especial os mais pobres. Para superar seriamente este flagelo, é necessário que os responsáveis políticos tomem consciência da seriedade do problema e criem sistema de saúde que satisfaçam efetivamente as necessidades das populações. O tráfico de fármacos falsos é só o lado oculto de um problema maior que é a precariedade do sistema sanitário africano, acrescentou o sacerdote e teólogo da Sociedade de Missões africanas, em declarações à agência Fides. Segundo Donald Zagore, os sistemas de saúde em África estão a falhar e os mais prejudicados são os que vivem em dificuldades. Os ricos recorrem aos hospitais europeus, enquanto os pobres são tratados na rua, onde floresce o tráfico de medicamentos falsos. Podemos organizar conferências sobre o tema, mas se não abordarmos a essência do problema, tudo será improdutivo, concluiu.